Fluxos de deportação
O primeiro tema representa por setas o fluxo de escravos deportados da África para a América. Quanto mais escuras e grossas as setas, maior o número. É fácil ver que muitos africanos foram transportados para o Brasil. O número de escravos que morreram durante a travessia também é assustador.
Portos europeus
A CartoVista decidiu ilustrar a importância dos portos de escravos neste comércio sinistro, focando no número de partidas de navios para a África a partir de portos europeus. Isso nos permite ver que o porto de Liverpool foi o mais ativo, mas também que a costa atlântica francesa esteve muito envolvida.
Escravos capturados na África e desembarcados na América
Além disso, o mapa ilustra com círculos vermelhos proporcionais a origem dos escravos africanos comprados ou capturados, focando no número e percentual para todas as regiões da África. Assim, é fácil observar que quase 40% desses escravos vieram da África Central e Ocidental (os países atuais do Congo, República Democrática do Congo e Angola).
Outro tema foca nos portos da América, onde o Brasil e o Caribe são amplamente representados pelos círculos azuis proporcionais. Portanto, viram chegar um número significativo de escravos.
Impérios escravistas
Por fim, a equipe CartoVista decidiu mapear os impérios escravistas, mostrando que Portugal e Grã-Bretanha foram as duas nações mais ativas neste comércio ganancioso, mas que França e Espanha não ficaram muito atrás. Os diferentes tipos de atividades e plantações (minério, açúcar, café, algodão etc.) instaladas na América também são mapeados com símbolos.
Deve-se notar que todos os números são estimativas calculadas por especialistas na área.
Fontes
Atlas of the Transatlantic Slave Trade (D. Eltis, D. Richardson, New Haven, 2010)
Cambridge University
Emory University
Le Monde Diplomatique
University of Virginia
UNESCO